Advogadas, arquitetas,
vendedoras, corretoras, atendentes, garis, cozinheiras, policiais, delegadas, juízas,
músicas, cantoras, pastoras, gerentes, ajudantes, assistentes, vereadoras, governadoras,
presidentas, motoristas, dona de casa; mãe. Uma imensidão de possibilidades se
escondem em teu seio. Parece que quem é mãe, pode ser o que quiser. Quem é mãe,
é Mulher com “M” maiúsculo e carrega em si o AMOR , assim mesmo em caixa alta.
A minha é doceira e eu tenho
taaaanto orgulho dela, e a sua o que faz?
A minha é bem moreninha e tem
o cabelo “sarará” mais lindo do mundo, e a sua?
A minha é estressadinha e
reclamona e a sua? (Aposto que também é)
A minha cuida de mim até
depois de velho, ainda briga comigo como se eu fosse criança. E a sua?
A minha ainda faz o rango e os
doces que eu amo, só pra me agradar, e a sua?
A minha fica quietinha quando
estou cantarolando pela casa, só pra me ouvir. E a sua?
A minha se derrete falando de
mim pras amigas, e a sua?
Ainda me lembro da canção de
ninar que ela cantava pra me fazer dormir. Logo após me cobria com um edredom,
me dava um beijo na testa e dizia “dorme com Deus meu filho”. Ainda me lembro
dela me ensinando a orar, ajoelhada comigo ao lado da cama. Me lembro dela
chorando e fingindo estar bem pra eu não perceber. Ainda me lembro das broncas
por notas razoáveis e dos abraços por notas boas. Lembro da voz gostosa e
cansada dela sussurrando uma canção do Roberto enquanto fazia nosso almoço.
Me lembro que ela sempre
estava trabalhando – e como trabalha essa mulher – mas sempre estava presente.
Me ensinava o dever de casa, mesmo nunca tendo terminado os estudos.
A mulher que me ensinou a ser
homem. Que me dizia que “filha dos outros não é cachorra pra você fazer hora
com a cara.” Que me ensinou o que é certo e o que é errado. Que sempre foi
muito dura, pra que eu não fosse um homem muito mole. Que só pega no sono quando eu
chego em casa. Que tem mania de limpeza e independente de quantas horas
trabalhou durante o dia, sempre tem forças pra lavar as vasilhas e faxinar a
casa.
Me lembro dos conselhos,
sempre corretos. Das namoradas que não aprovou e que realmente não deram certo.
Dos amigos, que reconheceu a falsidade antes de mim.
Me lembro de tanta coisa, que
nem cabe aqui. E peço a Deus, que nunca me deixe esquecer: Quem eu sou, quem
você é e tudo o que já fez por mim.
Falem a verdade, bom mesmo é
cafuné e brigadeiro de mãe. Bom mesmo é
abraço e colo de mãe. Bom mesmo é saber, que não importa a idade; sempre serei
o filhinho da mamãe.
Quem dera por um descuido,
Deus te fizesse eterna.
Feliz Dia das Mães.
Esse Texto é pra você Dona Néia,
mulher da minha vida. E pra vocês, Nair e Katya, que mesmo não tendo sido
gerado de seus ventres, também posso sim, chamá-las de “mãe “. Amo vocês.
Obrigado por tudo.
S.Soares (Filhinho da Mamãe)

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