sábado, 9 de maio de 2015

Mamãe Querida, Meu Coração Por Ti Bate...


Advogadas, arquitetas, vendedoras, corretoras, atendentes, garis, cozinheiras, policiais, delegadas, juízas, músicas, cantoras, pastoras, gerentes, ajudantes, assistentes, vereadoras, governadoras, presidentas, motoristas, dona de casa; mãe. Uma imensidão de possibilidades se escondem em teu seio. Parece que quem é mãe, pode ser o que quiser. Quem é mãe, é Mulher com “M” maiúsculo e carrega em si o AMOR , assim mesmo em caixa alta.

A minha é doceira e eu tenho taaaanto orgulho dela, e a sua o que faz?
A minha é bem moreninha e tem o cabelo “sarará” mais lindo do mundo, e a sua?
A minha é estressadinha e reclamona e a sua? (Aposto que também é)
A minha cuida de mim até depois de velho, ainda briga comigo como se eu fosse criança. E a sua?
A minha ainda faz o rango e os doces que eu amo, só pra me agradar, e a sua?
A minha fica quietinha quando estou cantarolando pela casa, só pra me ouvir. E a sua?
A minha se derrete falando de mim pras amigas, e a sua?

Ainda me lembro da canção de ninar que ela cantava pra me fazer dormir. Logo após me cobria com um edredom, me dava um beijo na testa e dizia “dorme com Deus meu filho”. Ainda me lembro dela me ensinando a orar, ajoelhada comigo ao lado da cama. Me lembro dela chorando e fingindo estar bem pra eu não perceber. Ainda me lembro das broncas por notas razoáveis e dos abraços por notas boas. Lembro da voz gostosa e cansada dela sussurrando uma canção do Roberto enquanto fazia nosso almoço.

Me lembro que ela sempre estava trabalhando – e como trabalha essa mulher – mas sempre estava presente. Me ensinava o dever de casa, mesmo nunca tendo terminado os estudos.

A mulher que me ensinou a ser homem. Que me dizia que “filha dos outros não é cachorra pra você fazer hora com a cara.” Que me ensinou o que é certo e o que é errado. Que sempre foi muito dura, pra que eu não fosse um homem  muito mole. Que só pega no sono quando eu chego em casa. Que tem mania de limpeza e independente de quantas horas trabalhou durante o dia, sempre tem forças pra lavar as vasilhas e faxinar a casa.

Me lembro dos conselhos, sempre corretos. Das namoradas que não aprovou e que realmente não deram certo. Dos amigos, que reconheceu a falsidade antes de mim.

Me lembro de tanta coisa, que nem cabe aqui. E peço a Deus, que nunca me deixe esquecer: Quem eu sou, quem você é e tudo o que já fez por mim.

Falem a verdade, bom mesmo é cafuné e brigadeiro de  mãe. Bom mesmo é abraço e colo de mãe. Bom mesmo é saber, que não importa a idade; sempre serei o filhinho da mamãe.

Quem dera por um descuido, Deus te fizesse eterna.

Feliz Dia das Mães.

Esse Texto é pra você Dona Néia, mulher da minha vida. E pra vocês, Nair e Katya, que mesmo não tendo sido gerado de seus ventres, também posso sim, chamá-las de “mãe  “. Amo vocês.

Obrigado por tudo.


S.Soares (Filhinho da Mamãe)

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