Que demore. Que eu quebre a cara tentando dar um jeitinho.
Que eu me revolte pelos insucessos e pense em desistir. Que eu me culpe pelos
fracassos e comece a duvidar das palavras da minha vó: “Sempre existe um
chinelo velho, pra um pé cansado”. Que eu me canse de procurar, escolher, me
empenhar, fazer de tudo e o final se repetir. Que eu me entristeça ao ver um
casal feliz e sinta inveja dos velhinhos que caminham na rua de mãos dadas. Que
eu perca a fé e desista da ideia de ter um romance bonito, redondinho, pomposo
e cheio de “mimimi”. Que eu repita alto: “Não é pra mim, não é pra mim”. Que
ainda assim, eu tente de novo e sofra calado por quem não me merece. Que eu me
torne um homem frustrado, frio, indiferente, “reclamão” e chato. E que de
repente, num belo dia de sol, a vida e o amor me surpreendam e finalmente me
abram um sorriso. Que eu te encontre numas dessas coincidências que a gente
não sabe explicar e nem quer entender. E nessa afirmação finalmente meu coração
se acalme : “no amor; antes tarde, do que nunca.”
S.Soares
S.Soares

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